<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Opinião &#8211; She Powers Energy</title>
	<atom:link href="https://shepowersenergy.com/categorias/opniao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://shepowersenergy.com</link>
	<description>Energia que transforma</description>
	<lastBuildDate>Mon, 31 Aug 2026 16:13:34 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.4</generator>

<image>
	<url>https://shepowersenergy.com/wp-content/uploads/2026/05/cropped-Icone-Color-scaled-1-150x150.png</url>
	<title>Opinião &#8211; She Powers Energy</title>
	<link>https://shepowersenergy.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O lugar da mulher na transformação energética de Moçambique</title>
		<link>https://shepowersenergy.com/o-lugar-da-mulher-na-transformacao-energetica-de-mocambique/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Américo Silica]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 10:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[esperancamacovela]]></category>
		<category><![CDATA[mulhernaenergia]]></category>
		<category><![CDATA[transformacaoenergetica]]></category>
		<category><![CDATA[transicaoenergetica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://shepowersenergy.com/?p=2232</guid>

					<description><![CDATA[A transformação ou desenvolvimento energético de Moçambique não será determinado apenas pelos recursos que o país possui, mas também pelo talento que formos capazes de preparar, reconhecer e colocar no centro das oportunidades. Falar do desenvolvimento de Moçambique é também falar da importância estratégica do sector energético. O País possui recursos e oportunidades que podem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A transformação ou desenvolvimento energético de Moçambique não será determinado apenas pelos recursos que o país possui, mas também pelo talento que formos capazes de preparar, reconhecer e colocar no centro das oportunidades.</p>
<p>Falar do desenvolvimento de Moçambique é também falar da importância estratégica do sector energético. O País possui recursos e oportunidades que podem contribuir para o crescimento económico, para a expansão do acesso à energia, para a criação de emprego e para o desenvolvimento de novas actividades produtivas.</p>
<p>Mas nenhum sector se desenvolve apenas com recursos ou infra-estruturas. Desenvolve-se com pessoas, conhecimento, inovação e capacidade de transformar oportunidades em resultados. E é neste ponto que considero fundamental colocar uma questão: qual é o espaço que estamos a criar para as mulheres nesta transformação?</p>
<p>A resposta deve ser cada vez mais clara: um espaço de participação, liderança e contribuição efectiva.</p>
<p>As mulheres moçambicanas já fazem parte do sector energético. Estão na engenharia, na gestão, no direito, na investigação, na regulação, nas operações, na área ambiental, na tecnologia, no empreendedorismo e em várias outras áreas. São profissionais que diariamente contribuem para o funcionamento e para a evolução da indústria.</p>
<p>Valorizar esta presença não deve ser visto apenas como uma questão de representatividade. É, sobretudo, uma forma de ampliar o talento disponível e fortalecer a capacidade do país para responder aos desafios e oportunidades que o sector energético apresenta.</p>
<p><strong>Preparar as mulheres para o futuro</strong></p>
<p>O sector está a atravessar uma transformação marcada pela expansão das energias renováveis, digitalização, inovação tecnológica, eficiência energética e crescente atenção à sustentabilidade. Estas mudanças estão a criar novas competências e novas oportunidades profissionais.</p>
<p>Moçambique precisa de preparar os seus jovens para esta realidade.</p>
<p>E, dentro desse esforço, é fundamental incentivar mais raparigas e mulheres a escolherem áreas ligadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática, bem como outras disciplinas que integram a cadeia de valor da energia.</p>
<p>Precisamos também de fortalecer iniciativas de capacitação, mentoria e desenvolvimento de liderança.</p>
<p>Mais do que dizer às jovens que existem oportunidades, precisamos de mostrar-lhes mulheres que já estão a ocupá-las.</p>
<p>Uma engenheira, uma gestora, uma jurista, uma investigadora, uma técnica ou uma empreendedora pode tornar-se uma referência capaz de mudar a percepção de uma jovem sobre aquilo que é possível alcançar. É por isso que as histórias importam.</p>
<p><strong>Dar visibilidade para criar referências</strong></p>
<p>Quando uma mulher partilha o seu percurso profissional, os desafios que enfrentou, as escolhas que fez e aquilo que conseguiu construir, ela transmite conhecimento, mas também transmite confiança e possibilidade.</p>
<p>Esta é uma das convicções que orientam o She Powers Energy: criar espaço para que as mulheres do sector energético tenham voz, partilhem experiências e se tornem referências para outras mulheres.</p>
<p>Precisamos de aproximar as novas gerações das profissionais que já estão no terreno. Precisamos de criar pontes entre universidades e empresas, entre conhecimento e oportunidade, entre experiência e juventude. E precisamos de reconhecer quem já está a contribuir.</p>
<p><strong>Uma agenda colectiva</strong></p>
<p>O desenvolvimento do sector energético continuará a exigir a colaboração entre o Estado, empresas, academia, investidores, comunidades e profissionais de diferentes áreas.</p>
<p>Questões como a expansão do acesso à energia, o desenvolvimento de infra-estruturas, a sustentabilidade, a inovação e a formação de quadros exigem visão de longo prazo e cooperação.</p>
<p>Nesta construção, as mulheres devem estar presentes em todas as dimensões: na formação, na investigação, na gestão, na tomada de decisões, na implementação de projectos e na criação de soluções.</p>
<p>Não se trata de criar um espaço exclusivo para mulheres. Trata-se de garantir que todo o talento disponível no país possa contribuir para o desenvolvimento do sector.</p>
<p>Moçambique tem diante de si uma oportunidade importante para transformar o seu potencial energético em desenvolvimento. Para isso, precisamos de investir em conhecimento, talento e novas gerações.</p>
<p>E precisamos de garantir que as mulheres estejam no centro desse processo.</p>
<p>Elas já estão a contribuir para o sector. O próximo passo é criar ainda mais condições para que possam crescer, liderar e abrir caminho para outras.</p>
<p>Porque investir na participação das mulheres no sector energético é também investir na capacidade de Moçambique construir um futuro mais preparado, mais inovador e mais inclusivo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Gender Inclusion in Africa&#8217;s Energy Sector: Opportunities in the Renewable Energy Transition</title>
		<link>https://shepowersenergy.com/gender-inclusion-in-africas-energy-sector-opportunities-in-the-renewable-energy-transition/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[She Powers Energy]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 12:49:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://shepowersenergy.com/?p=2000</guid>

					<description><![CDATA[Africa faces the world&#8217;s most severe energy access challenges. Millions of households remain without electricity, while many rely on traditional biomass fuels for cooking and heating. Women and girls are particularly affected by energy poverty. Time spent collecting firewood and water often reduces opportunities for education, employment, and civic participation. Exposure to indoor air pollution [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Africa faces the world&#8217;s most severe energy access challenges. Millions of households remain without electricity, while many rely on traditional biomass fuels for cooking and heating. Women and girls are particularly affected by energy poverty. Time spent collecting firewood and water often reduces opportunities for education, employment, and civic participation. Exposure to indoor air pollution from traditional cooking methods also contributes significantly to adverse health outcomes. Consequently, improving energy access is intrinsically linked to advancing gender equality and women&#8217;s empowerment across the continent.</p>
<p>The African energy context presents both a challenge and an opportunity for women&#8217;s participation in the sector. The SDG7 Tracking Energy Progress Report (2024) estimates that approximately 666 million people globally lacked access to electricity in 2023, with 565 million of them residing in Sub-Saharan Africa. The region now accounts for approximately 85% of the world&#8217;s unelectrified population.</p>
<p>This reality has profound gender implications. Women and girls are disproportionately affected because they bear primary responsibility for household energy management. Lack of electricity reduces opportunities for education, productive employment, healthcare access, and entrepreneurship. The persistence of energy poverty also contributes to significant time poverty. In many rural communities, women spend several hours each day collecting firewood and other biomass fuels. The International Energy Agency has identified clean cooking access in Sub-Saharan Africa as one of the most urgent development challenges due to its disproportionate impact on women and girls.</p>
<p>A notable trend across Africa is the emergence of women entrepreneurs within the renewable energy sector. Women are increasingly establishing businesses focused on solar home systems, clean cooking solutions, mini-grids, and productive-use energy technologies. These enterprises contribute not only to energy access but also to job creation, local economic development, and poverty reduction. Women entrepreneurs often possess strong community networks that facilitate technology adoption and customer engagement.</p>
<p>African countries have witnessed gradual increases in women&#8217;s representation within energy ministries, regulatory agencies, and public utilities. Women professionals are contributing to policy formulation, climate negotiations, infrastructure planning, and investment decisions. Despite these gains, representation remains uneven across countries and institutions. Women continue to face barriers related to organizational culture, limited mentorship opportunities, and unequal access to leadership pathways.</p>
<p>Research indicates that, in Africa, women&#8217;s participation has contributed significantly to the adoption of solar home systems in rural communities. Electrification has subsequently enhanced women&#8217;s ability to engage in income-generating activities such as food processing, retail trade, and digital services.</p>
<p>Kenya&#8217;s experience demonstrates how renewable energy markets can simultaneously expand energy access and create economic opportunities for women. Kenya has emerged as a global leader in off-grid solar energy deployment. The country&#8217;s success has been driven by innovative mobile payment systems and decentralized renewable energy solutions. Women have played a central role as solar entrepreneurs, sales agents, technicians, and community mobilizers. Companies operating in Kenya&#8217;s off-grid solar market have increasingly recruited women as last-mile distributors because of their strong social networks and trusted community relationships.<br />
Rwanda has made notable progress in integrating gender considerations into national development planning and energy sector reforms. The country&#8217;s rural electrification strategy explicitly recognizes the importance of women&#8217;s participation in energy access initiatives. Through support for clean cooking technologies and decentralized renewable energy systems, women have increasingly become beneficiaries and entrepreneurs within the energy value chain. Government-supported programs have enhanced women&#8217;s participation in technical training and energy-related enterprises, contributing to broader national objectives related to gender equality and economic transformation.</p>
<p>Nigeria possesses one of Africa&#8217;s largest off-grid energy markets due to persistent electricity supply deficits. Women-led enterprises have become increasingly active in solar distribution, renewable energy financing, and clean cooking initiatives. Rising fuel prices and electricity shortages have accelerated demand for decentralized solar solutions, creating new business opportunities for women entrepreneurs. However, access to finance remains a major challenge. Studies consistently show that women-owned energy businesses face more challenges in obtaining credit and investment capital compared to male-owned enterprises.<br />
South Africa&#8217;s Renewable Energy Independent Power Producer Procurement Programme (REIPPPP) has facilitated significant investment in utility-scale renewable energy projects. Women have increasingly entered professional roles within engineering, environmental management, project development, and energy finance. However, participation in senior technical and executive positions remains limited, illustrating the persistence of structural barriers even within more developed energy markets.</p>
<p>The evidence demonstrates that women&#8217;s participation in energy is increasing but remains far below its potential. Renewable energy technologies are creating new opportunities because they rely less on traditional industrial structures and more on decentralized, knowledge-intensive, and service-oriented business models. The African energy transition presents a unique opportunity to address two development challenges simultaneously: energy poverty and gender inequality. Investments in solar energy, mini-grids, clean cooking technologies, and green hydrogen industries can generate substantial employment opportunities for women while expanding energy access.</p>
<p>Africa&#8217;s abundant renewable energy resources provide a unique opportunity to advance both energy access and gender equality objectives. Solar, wind, hydro, geothermal, and bioenergy investments are creating new markets and employment opportunities. The expansion of decentralized energy systems is particularly significant because it allows women to participate as entrepreneurs, technicians, distributors, and community leaders without the high entry barriers associated with traditional energy infrastructure.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Women in the Global Energy Transition: Progress, Persistent Gaps, and Emerging Opportunities</title>
		<link>https://shepowersenergy.com/women-in-the-global-energy-transition-progress-persistent-gaps-and-emerging-opportunities/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[She Powers Energy]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 14:57:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://shepowersenergy.com/?p=1991</guid>

					<description><![CDATA[Over the past decade, international organizations have increasingly incorporated gender considerations into energy policies and programs. Global institutions such as the International Energy Agency (IEA), International Renewable Energy Agency (IRENA), United Nations Development Programme (UNDP), and the World Bank have adopted frameworks promoting women&#8217;s participation in the energy sector.  Recent data indicate that women remain [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Over the past decade, international organizations have increasingly incorporated gender considerations into energy policies and programs. Global institutions such as the International Energy Agency (IEA), International Renewable Energy Agency (IRENA), United Nations Development Programme (UNDP), and the World Bank have adopted frameworks promoting women&#8217;s participation in the energy sector.  Recent data indicate that women remain significantly underrepresented across the global energy industry despite growing recognition of the importance of gender inclusion. According to the International Renewable Energy Agency (IRENA), women account for approximately 32% of full-time employment in the renewable energy sector worldwide. Although this proportion is considerably higher than in conventional energy industries such as oil and gas, where women account for approximately 22% of the workforce, progress has largely stagnated over the past several years. Women are particularly underrepresented in STEM-related occupations, medium-skilled technical positions, and senior leadership roles.</p>
<p>Analysis of sectoral distribution reveals important variations. Women represent approximately 40% of employment in the solar photovoltaic (PV) industry but only 21% in the wind energy sector, reflecting persistent occupational segregation and barriers to technical employment.</p>
<p>Many countries now include gender objectives within national energy strategies, reflecting a broader recognition that diversity contributes to innovation, institutional effectiveness, employment and sustainable development outcomes.</p>
<p>The renewable energy sector has become a significant source of employment opportunities for women. Compared to traditional fossil fuel industries, renewable energy industries generally demonstrate higher levels of female participation.  Women increasingly engage in solar energy distribution, project management, engineering, customer service, community outreach, and entrepreneurship. The decentralized nature of many renewable energy technologies has lowered entry barriers and expanded opportunities for women-led enterprises.</p>
<p>Global trends indicate gradual improvement in women&#8217;s representation within energy leadership positions. Women now occupy increasing numbers of executive roles in energy companies, government agencies, research institutions, and international organizations. A review of management representation shows that women occupy less than one-fifth of senior management positions within renewable energy companies, despite constituting nearly one-third of the workforce. This leadership gap suggests that increased workforce participation alone is insufficient to achieve gender equality in energy governance.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Table 1: Global Women&#8217;s Participation in Selected Energy Subsectors</strong></p>
<table>
<thead>
<tr>
<td><strong>Energy Sector</strong></td>
<td><strong>Women&#8217;s Share of Employment (%)</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Renewable Energy (Overall)</td>
<td>32</td>
</tr>
<tr>
<td>Solar PV</td>
<td>40</td>
</tr>
<tr>
<td>Wind Energy</td>
<td>21</td>
</tr>
<tr>
<td>Oil and Gas</td>
<td>22</td>
</tr>
<tr>
<td>Global Labour Force Average</td>
<td>48</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Sources: IRENA Gender Reports (2025).</p>
<p>Nevertheless, leadership gaps remain substantial. Women continue to be underrepresented on corporate boards, regulatory authorities, and technical advisory bodies. The &#8220;<em>glass ceiling</em>&#8221; phenomenon remains evident across much of the sector.  The evidence demonstrates that women&#8217;s participation in energy is increasing but remains far below its potential. Renewable energy technologies are creating new opportunities because they rely less on traditional industrial structures and more on decentralized, knowledge-intensive, and service-oriented business models.</p>
<p>The African energy transition presents a unique opportunity to address two development challenges simultaneously: energy poverty and gender inequality. Investments in solar energy, mini-grids, clean cooking technologies, and green hydrogen industries can generate substantial employment opportunities for women while expanding energy access.</p>
<p>The African Development Bank and Sustainable Energy for All Unveil Strategic African Program Mission 300 initiative, which seeks to connect 300 million Africans to electricity, together with growing climate finance commitments and renewable energy investments, could provide a platform for significantly increasing women&#8217;s participation in Africa&#8217;s energy future.</p>
<p>Digital transformation is reshaping energy systems through smart grids, artificial intelligence, energy storage technologies, and data analytics. These developments are creating demand for new skills and competencies that may facilitate greater participation by women. Digital technologies also offer flexible working arrangements that can help address some of the barriers traditionally faced by women in technical professions.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Voz da Mulher na Energia: Da Comunidade à Estratégia Nacional</title>
		<link>https://shepowersenergy.com/a-voz-da-mulher-na-energia-da-comunidade-a-estrategia-nacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[She Powers Energy]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 17:32:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://shepowersenergy.com/?p=1772</guid>

					<description><![CDATA[Moçambique encontra-se diante de uma das maiores oportunidades transformacionais e vive um momento decisivo da sua história, num momento em que o mundo debate e decide sobre aspectos cruciais do futuro e sustentabilidade energética-sócio-económico: segurança/ transição energética, transição verde, minerais críticos, desenvolvimento sustentável e industrialização. E o país dispõe de recursos energéticos estratégicos, desde o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Moçambique encontra-se diante de uma das maiores oportunidades transformacionais e vive um momento decisivo da sua história, num momento em que o mundo debate e decide sobre aspectos cruciais do futuro e sustentabilidade energética-sócio-económico: segurança/ transição energética, transição verde, minerais críticos, desenvolvimento sustentável e industrialização.</p>
<p>E o país dispõe de recursos energéticos estratégicos, desde o gás natural às hidroeléctricas, da energia solar aos minerais críticos, com enorme potencial para impulsionar a transformação e diversificação económica, fortalecer a industrialização e melhorar a qualidade de vida das populações.</p>
<p>Moçambique possui condições únicas para afirmar-se como uma referência energética regional e continental e até global. Mas existem questões fundamentais que são ignoradas, o quê/ como/ quando/ o que deve orientar esta transformação: quem estará no centro deste processo de desenvolvimento?</p>
<p>Durante muito tempo, o sector da energia foi visto como um espaço predominantemente técnico, institucional e masculino. Hoje, essa visão precisa de evoluir, é importante mudarmos essa narrativa, e olharmos para onde de facto se inicia o processo. A energia não começa nas centrais, nos projectos ou nas infraestruturas; E onde está ela nesta matriz?</p>
<p>A energia começa na mulher que acorda antes do nascer do sol para cozinhar com lenha; na jovem estudante que precisa de iluminação para continuar os estudos à noite; na empreendedora que necessita de electricidade para conservar produtos, expandir o seu pequeno negócio e gerar renda; na técnica que sobe postes de energia, na engenheira que lidera projectos, na gestora que participa da formulação de políticas públicas, na líder comunitária que mobiliza soluções /locais, na diplomata que constrói parcerias internacionais para o desenvolvimento energético.</p>
<p>Por tanto, a energia começa nas pessoas, nas comunidades, na necessidade de sobrevivência, por isso, falar da participação da mulher na energia não é apenas falar de inclusão, mas sim falar de desenvolvimento nacional, crescimento económico, sustentabilidade, é falar de futuro.</p>
<p>A energia no final acaba tendo uma componente humana intrínseca, onde a mulher está mais representada por conta da sua maior necessidade e impacto da ausência/ limitação do acesso desta energia para as suas tarefas cotidianas.</p>
<p>Promover a participação das mulheres no sector energético não é apenas uma questão de inclusão, mas também uma questão de desenvolvimento nacional, crescimento económico e justiça social.</p>
<p>A emergência climática, os compromissos ambientais globais e a necessidade de acelerar o acesso à energia limpa colocaram a transição energética no centro das decisões internacionais.</p>
<p>Os investimentos em energia criam oportunidades para a industrialização, geram emprego, fortalecem as cadeias de valor locais e contribuem para o bem-estar das comunidades.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a transição energética representa um compromisso com a sustentabilidade ambiental e com as futuras gerações. Contudo, essa transição deve caminhar lado a lado com a valorização responsável dos recursos estratégicos que Moçambique possui e que podem acelerar o desenvolvimento económico e social do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O Papel da Mulher na Transformação Energética</strong></p>
<p>As mulheres já fazem parte desta transformação embora em número bastante reduzido, elas estão presentes nas comunidades, nas empresas, nos centros de investigação, na diplomacia, na engenharia, na academia e nos espaços de decisão.</p>
<p>Ainda assim, é necessário ampliar a sua participação em áreas técnicas, científicas, industriais e de liderança. É igualmente essencial promover modelos de referência que inspirem meninas e jovens a acreditarem que também podem construir carreiras e liderar processos neste sector estratégico.</p>
<p>Quando mais mulheres participam das decisões, das operações e da inovação, o sector torna-se mais inclusivo, mais representativo e mais preparado para responder aos desafios do desenvolvimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O Impacto da Energia na Vida das Mulheres</strong></p>
<p>Quando a energia chega a uma comunidade, a vida das mulheres é frequentemente a primeira a transformar-se: melhora o acesso aos serviços de saúde, aumenta a segurança e a mobilidade, ampliam-se as oportunidades de educação e capacitação, facilita a geração de rendimento, reduz o tempo dedicado a tarefas domésticas e cria espaço para actividades produtivas e empreendedoras.</p>
<p>Por isso, falar de energia é também falar de dignidade, autonomia e aumento de oportunidades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Construindo o Futuro</strong></p>
<p>Este espaço nasce com o propósito de amplificar vozes femininas, partilhar experiências, valorizar conquistas e promover um diálogo inclusivo sobre o presente e o futuro da energia em Moçambique.</p>
<p>Queremos mostrar que a energia não é apenas uma questão técnica ou económica, mas também uma questão social, cultural e humana.</p>
<p>O futuro energético de Moçambique será definido não apenas pelos recursos que possui, mas pela capacidade de transformá-los em desenvolvimento real para as pessoas, para as comunidades, sobretudo, as que vivem próximas dos projectos energéticos.</p>
<p>E esse futuro será mais justo, inclusivo e sustentável quando a voz da mulher estiver presente em todas as etapas da jornada, da comunidade à formulação da estratégia nacional do desenvolvimento desses recursos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Peso da Escuridão: Como a falta de eletricidade afeta a saúde e a autonomia das mulheres rurais</title>
		<link>https://shepowersenergy.com/o-peso-da-escuridao-como-a-falta-de-eletricidade-afeta-a-saude-e-a-autonomia-das-mulheres-rurais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[She Powers Energy]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:59:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://shepowersenergy.com/?p=971</guid>

					<description><![CDATA[Uma análise sobre a correlação direta entre a pobreza energética e os índices de mortalidade materna e abandono escolar feminino.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A falta de luz e energia térmica eficiente nas zonas rurais não é apenas uma questão estatística de eletrificação; é um drama que afeta a segurança e o futuro das mulheres. Desde os riscos associados à recolha de lenha até à falta de iluminação em centros de saúde durante os partos, este texto reflete sobre o impacto humano da exclusão energética e como o acesso à luz reconstrói a dignidade das comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uma Transição Energética justa exige igualdade de oportunidades</title>
		<link>https://shepowersenergy.com/uma-transicao-energetica-justa-exige-igualdade-de-oportunidades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[She Powers Energy]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 09:59:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://shepowersenergy.com/?p=974</guid>

					<description><![CDATA[Os grandes fundos globais precisam de exigir métricas de inclusão real antes de desembolsar capital para grandes infraestruturas no continente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando falamos de transição energética, pensamos frequentemente em centrais solares, parques eólicos, redes eléctricas modernas, industrialização verde ou mobilidade eléctrica. No entanto, a transição energética é muito mais do que uma transformação tecnológica. É também um veículo para promover a justiça social, melhorar a qualidade de vida das pessoas e assegurar que mulheres e homens tenham as mesmas oportunidades para beneficiar e participar na construção do futuro energético.</p>
<p>O acesso à energia moderna significa mais tempo para estudar, trabalhar ou desenvolver actividades produtivas, o que tem um impacto directo no acesso a melhores condições dos serviços de saúde, mais segurança, oportunidades de emprego e, em geral, melhores condições de vida.</p>
<p>Neste âmbito, a transição energética impacta significativamente na vida das mulheres através do acesso a soluções de cozinha limpa, pois reduz a exposição ao fumo doméstico, uma das principais causas de doenças respiratórias entre mulheres e crianças. Quando a energia chega às comunidades, os benefícios fazem-se sentir em toda a sociedade, mas têm frequentemente um impacto particularmente transformador na vida das mulheres.</p>
<p>Por essa razão, as mulheres não devem ser vistas apenas como beneficiárias da transição energética. Devem também ter a oportunidade de participar activamente na sua construção.</p>
<p>Contudo, os dados mostram que ainda existem desafios importantes. Segundo o estudo publicado pela UNESCO em 2024, as mulheres representam apenas 35% dos formados em áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) a nível mundial. Nas áreas mais directamente ligadas ao sector energético, a representação é ainda menor, correspondendo a cerca de 28% dos formados em Engenharia e 30% dos formados em Tecnologias de Informação e Comunicação.</p>
<p>Em África, a situação apresenta sinais encorajadores. De acordo com uma análise da McKinsey citada pela Ecofin Agency, as mulheres representam cerca de 47% dos diplomados em áreas STEM no continente, uma das percentagens mais elevadas do mundo. No entanto, esta participação não se reflecte plenamente no mercado de trabalho, onde menos de 30% das posições de liderança são ocupadas por mulheres.</p>
<p>Moçambique enfrenta desafios semelhantes. À medida que o país avança na implementação da Estratégia de Transição Energética e promove o aumento da geração renovável, a modernização da rede eléctrica nacional, a mineração sustentável ou as fontes de mobilidade alternativas aos combustíveis tradicionais, crescerá também a procura por profissionais qualificados.</p>
<p>Engenheiros, técnicos, gestores de projecto, especialistas digitais, investigadores e empreendedores terão um papel central nesta transformação.</p>
<p>Garantir que raparigas e rapazes tenham acesso às mesmas oportunidades de educação, formação técnica e desenvolvimento profissional não é apenas uma questão de justiça social. É também uma condição para o desenvolvimento económico e para a competitividade do país. Nenhuma sociedade consegue atingir todo o seu potencial quando parte do seu talento permanece subaproveitado.</p>
<p>Uma transição energética verdadeiramente justa deve assegurar que os seus benefícios cheguem a todos e que todas as pessoas possam participar na sua construção. O futuro energético de Moçambique será mais forte, mais inovador e mais inclusivo se mulheres e homens tiverem as mesmas oportunidades para estudar, trabalhar, liderar e contribuir para a transformação energética do país.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
